domingo, 27 de fevereiro de 2011

CARNAVAL DA SAUDADE

Cadê a Colombina, o Pierrô e o Arlequim?

Evadiram-se com a fantasia no Carnaval da Saudade...

E aquele frevo, o Último Dia?

Igual ao amanhecer da quarta-feira, só cinzas....

E os confetes e serpentinas?

Perderam-se por serem apenas uns pedacinhos coloridos de saudades...

Os blocos já chegaram?

Não. Pararam no tempo. Concentraram-se e não saíram...

Cadê os mascarados?

Procuram matar a saudade...

A fantasia do Dominó, Bailarina e Odalisca?

Rodopiaram e caíram embriagados “no meio da multidão”!

E a banda ensaiou os frevos, marchinhas, os sambas, e, chegou, voltou?

A saudade arrastou-a pelo braço.

O frevo ainda é Pernambucano?

... ou já chegou na Bahia?

Custou... mas, chegou!

E a folia? Como estão os foliões.

...Eu quero entrar na folia...

Quem está triste por aí?

A Jardineira!

Vocês viram a avenida iluminada?

A passarela do samba?

Não. Apenas a passarela da saudade...

Desfilou alguma escola ou bloco?

Somente a Escola da vida e por ela ia o Bloco do Sujo, eu ví!

...Todos, porém se divertem, resgatando a alegria, driblando a solidão da alma, merecendo uma homenagem pela força de cantar, de pular, de brincar no Bloco da Ilusão...

Por isso: “Ô abre alas que eu quero passar”...

Carnaval da Saudade, resgate de um tempo e que hoje desfila no proscênio do palco da vida deixando rastros pelas alegorias e adereços jogados ao relento, na esquina, no canto da praça, ao som do frevo que é pernambucano, baiano ou cearense, mas que é do Carnaval da Saudade.

Maria Cleide de Melo Lima Damasceno [27.02.2011].

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