terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ECOS DA MINHA SAUDADE

Ah meu Ipu! Não cala a minha voz
Enquanto meu coração gritar saudades!
Sacode a minha euforia
Deixa que mesmo aos prantos eu sorria,
Esperneia a minha dor
E deixa gritar o meu grito de amor
A ecoar neste paredão de pedras,
Que assusta a relva e explode meus ais.

Ai! Ai! Meu Ipu querido
Não me abraças mais, com braços viris,
Não me beijas mais, com lábios de mel,
Não me concedes de volta, o meu chão de estrelas,
Frases de amor... já não me convences mais.

A minha fantasia dança nas tuas ruas de outrora
E me vou embalando, acertando o passo,
Desafiando o empo no meu compasso,
E a melodia em silêncio dentro de minha alma chora.

Exausta, me arrasto e as minhas forças se esvaem
E na tentativa louca de te trazer de volta
O ultraleve de minha alma ainda se atreve
Em um vôo de esperança e fé
Rogar aos céus marcas do passado
E nas asas da incerteza ele me diz não!

Só ela lá está imponente e linda
Acordando saudades, velando a paisagem,
Fonte da juventude, nascente perene,
Quadro vivo, cenário divino,
Cascata cantante, meu eterno hino.

Deixa-me subir na fita métrica de tua altura
E buscar nas lentes de meus olhos
Amores que me fizeram festas,
Braços que me ninaram,
Mãos que me afagaram.

Quero ver, ouvir e sentir
Braços dos abraços que me abraçaram,
Lábios das bocas que me beijaram,
Riso dos palhaços que me fizeram gragalhar.

Ipu, fonte de minha vida,
Ecos da minha saudade,
Onde paira o meu amor.

Itanira Soares

. Enviada por e-mail em 14/12/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A POLUIÇÃO DO IPUÇABA

A POLUIÇÃO DO IPUÇABA


Vem descendo lá da várzea do jiló

O amado e querido riacho Ipuçaba

Que está muito poluído, eu acho

Por uma causa que considero menor


É o descaso das “ilustres” autoridades

Que não tiveram a menor consciência?

Faço por esse motivo, essa minha advertência.

Esse riacho é a vítima dessas e outras maldades...


Lá desde o topo da serra começa a degradação

Sujeira de todos os tipos. Lixo, esgoto e o mato

Que depositaram em suas margens, isso é fato,

Compondo todo o quadro da tal poluição.


Da sujeira que é lançada em todo seu leito

Pode-se ter a ideia do imenso assoreamento.

Ah! Meu riachinho querido tenho um pressentimento

Se continuares desse jeito. Melhor atirar no meu peito.


Matar-me é a melhor decisão a tomar.

Como é que esse riacho maravilhoso

Que serve ao meu Ipú, tão gostoso, e

O seu povo, como vai com ele se banhar?


Advirto a essas “benditas” autoridades:

Se não resolverem este pequeno problema

Como ficarão nossos filhos? - Com o maior dilema!

De suceder aos senhores que fizeram essa maldade!


Paulo Ronalth

Enviado por e-mail - JP Mourão

Foto: http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/ipu-170-anos-de-emancipacao.html

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ESPELHO MÁGICO

Espelho,espelho meu
Tu refletes as minhas rugas
Meus encantos,meus desencantos
Já tenho cabelos brancos
Meus olhos míopes cansados
O meu peito amargurado...

Mas...se és espelho mágico
Penetras lá dentro de mim
Eu não quero ser assim
Triste desalentada
Não quero sofrer...magoada

Espelho,espelho meu
Quero refletir em ti
Uma mulher vaidosa,bonita
Até mesmo feliz
Tenho pressa...
Preciso de alegria
Por favor,faz isto espelho
Quando eu me olhar todo dia...


Cida Melo Lima

Enviado por e-mail:

Acácia Melo Lima Sousa

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CANTIGAS DE UM SOLAR

"CANTIGAS DE UM SOLAR"


Sol e lar aqui é o "SOLAR DOS SOARES"
Luz orquestrada de puro ar
Oxigênio espiritual, meu respirar
Acordes de sol e lá cantado nos ares
Esta música não pode calar
Quero estes acordes acordar
Quero solfejos de vida neste solar.

Sol e ar, acordes, nota musicais
Sopros e cantos afinados em euforia
Cordas vibrantes despertam meus ais
Seriam pássaros, xexéus em assobios?
Seriam aves, galos a despertar?
Cantigas incompletas de um canto solar?

Paredes têm vozes, chão tem histórias
Gigante templo de memórias
Gaita, violino, bandolim,
Clarinete, acordeom, muitas canções
Uma seresta embalando corações
Um cavaquinho, uma flauta, um violão
Tocada cá dentro em oração.

Meu corpo viaja em meio a este acalanto
Geme, gemidos de saudade e dor
Uma mistura de afago e canto
Abraços abraçados de fé e amor.
Meu olhar perdido no infinito além
Sabe Deus, a procura de "QUEM"
Atravessa esferas celestiais
Apara notas musicais a saltitar
Dos portais angelicais lindos festivais
Cantam cantigas de um velho solar
Pinhos, cordas e arpejos
Solam no meu peito entre beijos
A doce magia que vem das Galáxias.



Itanira Soares

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A BAUNILHA DO BOSQUE

O bosque rescendia em flor

E a baunilha expelia o seu frescor

Hálito perfumado oloroso

Da essência da flora

Onde elabora

O explendoroso

Dossel da mata

Que exala e desata

De Iracema, a Tabajara

Fruta rara

Dos campos do Ipu

Onde a jandaia e a nambu

Faziam evoluções ao seu redor

Festejando em ritmo maior

Aquela deusa da cascata

No banho natural de pingos de prata

Que a baunilha acompanhava

E espalhava

O perfume que salpicava

Inebriando

Penetrando

No corpo da morena tapuia

Que se estendia seminua

À beira do riacho

Que de alto a baixo

Derramava

E lavava

A essência da baunilha

Que deslizava na filha

Do cacique Araken

Do chefe parente do Kubenkankren

Que da baunilha, jati e bonina

A selvagem menina

Consigo levava

O perfume, o favo e o resplendor

Que do português bandeirante

Foi num instante

O seu grande amor!

(Dra. Maria Cleide de Melo Lima Damasceno – 18-08-2009)

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

PEITICA DE BRIGÕES

Em briga de valentões,

Não se tem um vencedor.

Um quer ganhar no grito,

O outro, no destemor.

Mas o embate é perdido,

Sem vencedor ou vencido,

Perdedor ou Ganhador!



Proseando d'outra forma,

Não perdura a confusão,

Quando não há um consenso,

Encerra-se a discussão.

Pra que ficar na peitica,

Com insulto e futrica,

Se nenhum tem a razão?

Ricardo Aragão

Ipu(CE),Set/2010

Link da Imagem: Asterix & Obelix

http://www.quirao.com/en/p/figurines/comic-strip-characters-/

18215/asterix-obelix-zizanie-13-resine-leblon-delienne.htm

terça-feira, 31 de agosto de 2010

POEMA FILHO AUSENTE

Eu sou filho de Ipu
E ele fica muito além
Todos cantam sua terra
Eu canto a minha também
Minha terra tem beleza
Que o resto do mundo não tem

O bonito que tem lá
São coisas naturais
Não é com força e dinheiro
Que a gente querendo faz
Eu me refiro á beleza
Feita pela natureza
Porque só ela é capaz

Só aquela tromba de serra
Que orna a nossa cidade
É de fato uma beleza
É bonita de verdade

Então a nossa cascata
É um verdadeiro primor
A natureza fez
Depois de feita
Ela mesma se espantou

E saiu festando de costa dizendo
Meu Deus que belezão
Para tomar conta disto
Eu vou mandar o Sebastião

E aqui lá está
Mora em nossa catedral
Toma conta do município
Da cidade e arraial

E eu como Ipuense
Tenho a minha opinião
E qualquer filho da terra
Tenha a sua sugestão
Mas eu fico na minha
De zelar o nosso Ipu
Somente São Sebastião

Terminei os meus versos
E quem quiser falar que fale
Aqui fica um servo criado


Zezé do Vale

Foto: Acervo Prof. Fco. Mello

ANUNCIAÇÃO

Papai, Mamãe

Eu já estou a caminho

Eu terei de vocês todo carinho

E no meu lar o mais puro AMOR

Espero do mundo toda maravilha

Me ensinem a andar numa trilha

Onde eu encontre no caminho a flor

Da sabedoria de toda a humanidade

PAI, MÃE eu quero viver a verdade

Ser forte, ser bravo, ser feliz

Da vida serei sempre aprendiz

E a Deus terei sempre gratidão

Me guardem na mente e no coração

Mãezinha, me espere assim

Com sorriso pra minha existência

Quero um pouco da sua inteligência

Sua garra e determinação

Paizinho, quero sua proteção

Seu caráter e sua honestidade

Sua fibra e sua hombridade

A soma de você me bastará

Serei um eleito com certeza

Herdarei de vocês toda nobreza

Estarei pronto

E isto me bastará

Corrinha de Melo Lima

Ipu, agosto de 2003

Blog Aconteceu Ipu – Afrânio Soares

Enviada por Lorena Lima


A LENDA QUE FEZ HISTÓRIA

A LENDA QUE FEZ HISTÓRIA

No pé da Serra da Ibiapaba

Nas margens frescas do Ipuçaba,

Ao embalo da brisa que desliza

A lenda de Iracema

Brotada do poema

Do mago Alencar

Ali nasceu... viveu...

À praia permeou

E foi à Messejana passear!

À sombra da oiticica

Ao látego da Bica

Das samambaias o roçar

Das águas o rorejar...

Cantou o amor

Curtiu a dor...

Índia guerreira

De flecha certeira!

Com as aves cantava

Com o vento bailava

Com a ema selvagem corria

Ao brilho da lua adormecia!

Inocente e fagueira

A morena trigueira

Quando o sol surgia

E o orvalho caia

Nas manhãs douradas

Fazia as caçadas...

Com a taba valente

Procurava a semente

Para o ipê plantar

Com o angico e o jatobá!

E na verde imensidão da mata

O canário, a jandaia em serenata

Na viva e bonita paisagem

Que cobre os céus, o riacho, as matas, a miragem...

Os caminhos, os lajedos

Deste outeiro soberbos penedos

Que a oeste fica

Onde escorrega a Bica

Na posição de atalaia

Orlada de heras, de samambaia

Iracema brincava...

Numa antevisão por nós olhava

Para o horizonte distante

Que vai muito além da serra em quadrante

Entende-se ao sertão

E na contemplação

Percorreu o litoral

E lançado ao quintal

Da história nordestina

Da tabajara menina...

E assim: paisagens e beleza

Nos traços que só a natureza

Detalha, em moldura montada

Lindamente arquitetada...

Com o ouvido atento

Ainda ouço o lamento

Das tristes cantigas antigas

Das meninas tabajaras, das ararenas das iracemas

Que um dia moraram nestas terras

Nas grimpas, nas serras...

Ouço o canto dos guerreiros valentes

Onças e gatos maracajás

Ou de tímidos preás...

A correr atrás das raposas, pacas, cotias

Até quando a noite descia!

E vinha o grito dolente no bofejo da viração

Dos caborés, noitibós, agourando a solidão...

O luar espancando penumbras, coadas aqui

Devassando meondros pelos galhos do oiti

Pelas fendas do lajedo

No arvoredo

Na linha do oitão

Vegetavam as beldroegas tímidas, o capinzal de raiz

Na feliz paragem iluminada rendilhada

Pelo azul nostálgico dos contrafortes da Ibiaapaba

Ao som da inúmbia do morubixaba!

Dra. Maria Cleide de Melo Lima Damasceno

Ao Blog Aconteceu Ipu – Afrânio Soares

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

DESTINO SOBERANO

Quando criança eu ouvia

Às vezes uma canção

Anunciando a profecia

Sobre o meu pobre torrão

Que iria se transformar

Todinho em um grande mar

E o mar num vasto sertão


hoje não mais duvido

Dessa malograda sorte

Ao ver as tantas enchentes

Aqui pras bandas do Norte

Pernambuco e Alagoas

Essas duas terras tão boas

Viraram terras da morte


Com as chuvas que assolam

Os irmãos pernambucanos

E que também tanto afligem

Os pobres alagoanos

Fico a pensar com medo

Naquele triste enredo

Que ouvia naqueles anos


Mas Deus sabe o que faz

Pra cada um tem um plano

É por isso que pretendo

Continuar só pensando

Sem querer questionar

Nem tão pouco criticar

O destino soberano

Ricardo Aragão

Ipu(CE), Jun/2010

VISITEM O BLOG CULTURAL DE RICARDO ARAGÃO

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