terça-feira, 16 de outubro de 2012

A LIBERDADE



A Liberdade...

Em minhas portas e janelas
Eu descubro a humildade
Procuro nós campos de um jardim sem fim
E acabo encontrando a caridade
Mesmo um mundo desonesto eu ainda procuro o
verdadeiro significado

Ainda em um mundo infinito eu espalho a esperança
De um significado sem fim
Prefiro ter está minha crença
E caminhar lentamente sem algum tipo de ilusão
Procurando em minha verdadeira mudança
De uma escolha desproporcional

Isso é apenas um sonho
De querer estar bem
Estar em meu cantinho
Sem viver em solidão
Procurar um bom caminho
E não desistir dessa confusão

O cansaço vai surgindo
O sol vai raiando
Eu continuo seguindo
Em volta de um céu azul
Vou continuar indo
Despertando e descobrindo


O rastro se escondia
Ele esteve sempre aqui
O significado eu já sabia
Só não acreditei
Eu não a percebia
Mas de alguma forma eu encontrei

A liberdade está em todas as coisas que passei
Nas esperanças que sentia
Na caridade que encontrei
Vou seguindo meu caminho
Como sempre sonhei
A liberdade vou vivendo da mesma forma que encontrei.

Kamila Aragão Soares
[16-10-2012]

terça-feira, 5 de julho de 2011

SAUDADES DA MINHA INFÂNCIA



SAUDADES DA MINHA INFÂNCIA

Saudades do riacho, onde ia me banhar
Saudades das brincadeiras de rodas, que não cansava de cantar,
Saudades da casinha de bonecas, que passava horas a brincar,
Saudades do açude, onde aprendi a nadar

Saudades da casa da minha vô, onde ia almoçar
Saudades dos colegas, com quem brincava ao luar
Saudades da escola, onde aprendi o beabá
Saudades das cantigas de niná

Saudades das estórias, que vinham me contar
Saudades das estrelas, que ficava a contemplar
Saudade da velha catingueira, onde na sombra deitar
Saudades do terreiro, onde ia me sentar.

Aninha Martins

domingo, 3 de julho de 2011

O PLANETA TERRA

O PLANETA TERRA

O planeta Terra está doente
e todo mundo sente
que a terra da gente
não é mais aquela terra reluzente

Os rios estão secando
as árvores acabando
e os pássaros sumindo
do céu não mais tão lindo.

Os políticos estão sabendo
o que está acontecendo
e todo o tempo ficam dizendo
que tudo está se resolvendo.

Consciência maior parte da população tem
só falta alguém para fazer o bem
pense no futuro que ainda vem.

A terra não mais recebe
o amor que precisa
e todo mundo esquece
que ela é nossa vida
Jéssica Martins Soares Pontes
Poesia selecionada entre as melhores em 2010, no Colégio Lourenço Filho, onde estuda a pequena poetisa ipuense.
Colaboradora do Blog Aconteceu Ipu
Irene Soares

segunda-feira, 25 de abril de 2011

AO PATRONATO – COM AMOR

FOTO: ACERVO DO PROF. FRANCISCO MELO


Retorno a ti minha Escola amada
E sinto no clima familiar
Toda minha vida aqui palmilhada
Minha infância, minha juventude
E eu, a te confidenciar
Os meus segredos tão infantis
Os meus anseios tão juvenis
E tu sabias me escutar


Em cada galeria estão gravados
Passos embaralhados de vem e vai
Em cada parede bem encaixados
Gritos, sons, tanto alarido
O futuro no presente garantido
A felicidade era uma constante
Teu abraço agora eu faço com emoção
Meu colégio te carreguei no meu coração


Retrocedendo, o vídeo tape da vida
Vislumbrando em minha retina
Vejo-me feliz e franzina
A correr no campo em flor
Vejo meu colégio, uma beleza
Circundado pela natureza
Entoando uma canção de amor


Nas esquinas da vida, eu quis voltar.
Esconder-me em teus cantinhos e chorar
Pedindo colo, pedindo proteção.
Ai meu colégio quanto afeto, quanta emoção
Voltar a ti e oferecer-te o meu carinho
Ando em outras estradas, mas não esqueço o teu “caminho”
A fé que me ensinastes com tanto ardor
Hoje voltei e te ofereço o meu AMOR.


Parabéns, você está muito bonito
São cinquenta anos de educação
Priorizando tanta fé na oração
Contigo eu aprendi tanta maravilha
Tu me ensinastes a seguir a verdadeira trilha
Semeando o amor, o perdão , a amizade
Minha Escola tu és também minha saudade
E eu em ti me sinto como uma filha.


Nasceste do sonho de quem
Visava um amanhã mais feliz
E fincava na própria raiz
Alguém te queria e plantou
Alicerçando com muito afeto
E o futuro seria por certo
Eu reverencio o que fez meu AVÔ
Doando sua participação
Visando a educação
E o sonho se concretizou


Tu és pra mim uma aquarela
É a paisagem mais bela
Do cenário de lembrança
E ouvindo o soluçar da cascata
A bela e constante serenata
Que embalou minhas quimeras
Sinto cheiro de alegria
Ouço aquela sinfonia
De cantos gregorianos
Minha Escola meu bem querer
Eu quero tanto bem a você
Que até aumentou pelos anos


E hoje eu vim te fazer
Uma homenagem sincera
Quero te dar de presente
Tudo que minha alma sente
A natureza, ou simplesmente uma gota de orvalho
Mas é sinceramente
Deus te abençoe eternamente
Patronato Sousa Carvalho.



Corrinha de Melo Lima.
Ipu, 28 de Setembro de 2001.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Foto do Blog Ipu em Crônicas e Versos 

FORTALEZA


Minha querida terra do sol,
Fortaleza de Zé de Alencar.
Cidade que me viu nascer,
Ninguém há de te maltratar.
Quero sempre te ver bela,
Não apenas aos olhos dela,
Mas por quem te observar.


285 anos. Linda história!
Merece ser bem cuidada.
Hoje é teu aniversário,
Fortaleza abençoada.
Agradável e bom lugar,
Vivas sempre a brilhar
E sejas por Deus guardada!



Ricardo Aragão
Ipu(CE),Abril/11

Link

quarta-feira, 6 de abril de 2011

POVO DE CULTURA


Vejam só que ousadia
Vou tomar este espaço
E tentar falar com franquia
Sobre um povo inteligente
Sábio e de grande simpatia


Pense num povo de Cultura
No Ipu é o que se ver
Tem a AFAI, tem a AILCA,
Tem até blog pra ler
Ficar por dentro da história,
Aumentar o Saber
Desse povo tão guerreiro
Que é bonito de se ver


Tem o blog “Ipu em crônicas”
Feito pelo Ricardo Aragão
Lá ele fala sobre tudo
Mas com muita educação
Resgatando a essência da cidade
Com uma grande perfeição


Tem também o blog do Chico Melo
Professor capacitado
O homem é tão inteligente
Que a gente fica até assustado
Conhece o Ipu como a palma das mãos
O que nos dar um gosto danado


Dentre esses, tem outros
Que não ficam para trás
Se eu for falar de todos
Vou escrever demais
Eu já disse e digo de novo
O povo é muito capaz


Vou encerrando minha prosa
E convido vocês para conhecer
Essa cidade que e tão bela
De Cultura e de Saber
Onde o povo se orgulha
De aqui poder viver



Jessica Ximenes
{Março/201}


Link

MADE IN NORDESTE

Alberto Marques Aragão

Só os fortes sobrevivem no teste

Ipu-Ceará, nordeste

Meu amor a todo o nordeste declarado

Como diria o Clã "NORDESTEMENTEAFRO"

Se enganou quem pensou

Que no nordeste só tem forró

Muito pior quem pensou

Que nordestino é tudo derrotado

Não senhor!

1° estado a libertar os escravos

"TERRA DAS LUZES" assim foi chamado

Nosso Ceará da orgulho de falar

Impulsionados pelos jangadeiros do "DRAGÃO DO MAR"

Quer mais né?

Orgulho pra nós Patativa do Assaré

O baiano mais cearense é obvio

Quem? quem?

Rodolfo Teófilo

Ipu retratado do romance Iracema de José de Alencar

É nossa cidade tem história pra contar

Na luta nordestina o grande guerreiro se revela

Salve! salve!

Frei Caneca

O paraiso pernambucano

Fernando de Noronha mano

Do verde ipuense a Bica resplandecente

Todo nordestino tem bravura no coração

Coragem semelhante a do vulgo "LAMPIÃO"

Nordestino esperançoso tenta a vida bem distante

Coração gigante não teme a cidade grande

Somos nós com os baldes de concreto

Que construimos os prédios

Nas grandes cidades

Mas mal remunerado, você sabe!

Se a vida é assim fazer o quê?

Ou melhor não a vida, a política

Deu pra você entender?

Um dia vamos mudar tudo isso

Nem que eu tenha que esperar

a 2° vinda do meu amado CRISTO

Por aqui a moral prevalece

Vê se você não esquece

Eu sou made in nordeste.

PS.: Essa é minha homenagem a todo o povo nordestino, que apesar dos pesares, criam seus filhos e filhas com muita dignidade. Enfrentam dias e dias de trabalho árduo e nunca se cansam de lutar porque a luta faz parte não só da nossa biografia, mas também da nossa alma. Alberto Marques Aragão

quinta-feira, 31 de março de 2011

GUARDIÃS DE MINHA RUA

Mungubeiras! Mungubeiras!

Foste a babá de meus dias idos,

A militância dos meus dias atuais,

Guarda fiel dos passos de meu Pai;

És sombra fagueira e altaneira de meu rincão,

A herdeira cativa, daquele centenário chão.



Filetes de sonhos,

Cheiro de rosas,

Fantasias da minha adolescência,

Radar de prosas, risos, inocência.



Mungubeiras! Mungubeiras!

Guarda a minha rua

Nas alturas tuas,

Guarda a minha saudade

Na tua eternidade.



Mungubeiras! Mungubeiras!

Se já se foi de minha rua a PUREZA,

Não se foi da terra o coração.

Ronda sua alma com certeza,

É ELA também sua guardiã.

Itanira Soares

[31-03-2011]

sábado, 26 de março de 2011

IPU

O Ipu é um lugar

Tão bonito por natureza

Para mim não há outro

Com tanta beleza


Tem a sua bica

Que de longe dá pra se vê

Gosto muito de lá

Pois lugar mais bonito não há


O Ipu é uma joia

Muito preciosa

É rico por natureza

Amo aquele lugar


Amo de coração

Ele e seu povo

Tenho certeza que o Ipu

Se destaca em um milhão


Mariana Melo Aragão

Fortaleza/CE, 24/03/11

domingo, 27 de fevereiro de 2011

CARNAVAL DA SAUDADE

Cadê a Colombina, o Pierrô e o Arlequim?

Evadiram-se com a fantasia no Carnaval da Saudade...

E aquele frevo, o Último Dia?

Igual ao amanhecer da quarta-feira, só cinzas....

E os confetes e serpentinas?

Perderam-se por serem apenas uns pedacinhos coloridos de saudades...

Os blocos já chegaram?

Não. Pararam no tempo. Concentraram-se e não saíram...

Cadê os mascarados?

Procuram matar a saudade...

A fantasia do Dominó, Bailarina e Odalisca?

Rodopiaram e caíram embriagados “no meio da multidão”!

E a banda ensaiou os frevos, marchinhas, os sambas, e, chegou, voltou?

A saudade arrastou-a pelo braço.

O frevo ainda é Pernambucano?

... ou já chegou na Bahia?

Custou... mas, chegou!

E a folia? Como estão os foliões.

...Eu quero entrar na folia...

Quem está triste por aí?

A Jardineira!

Vocês viram a avenida iluminada?

A passarela do samba?

Não. Apenas a passarela da saudade...

Desfilou alguma escola ou bloco?

Somente a Escola da vida e por ela ia o Bloco do Sujo, eu ví!

...Todos, porém se divertem, resgatando a alegria, driblando a solidão da alma, merecendo uma homenagem pela força de cantar, de pular, de brincar no Bloco da Ilusão...

Por isso: “Ô abre alas que eu quero passar”...

Carnaval da Saudade, resgate de um tempo e que hoje desfila no proscênio do palco da vida deixando rastros pelas alegorias e adereços jogados ao relento, na esquina, no canto da praça, ao som do frevo que é pernambucano, baiano ou cearense, mas que é do Carnaval da Saudade.

Maria Cleide de Melo Lima Damasceno [27.02.2011].

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

ECOS DA MINHA SAUDADE

Ah meu Ipu! Não cala a minha voz
Enquanto meu coração gritar saudades!
Sacode a minha euforia
Deixa que mesmo aos prantos eu sorria,
Esperneia a minha dor
E deixa gritar o meu grito de amor
A ecoar neste paredão de pedras,
Que assusta a relva e explode meus ais.

Ai! Ai! Meu Ipu querido
Não me abraças mais, com braços viris,
Não me beijas mais, com lábios de mel,
Não me concedes de volta, o meu chão de estrelas,
Frases de amor... já não me convences mais.

A minha fantasia dança nas tuas ruas de outrora
E me vou embalando, acertando o passo,
Desafiando o empo no meu compasso,
E a melodia em silêncio dentro de minha alma chora.

Exausta, me arrasto e as minhas forças se esvaem
E na tentativa louca de te trazer de volta
O ultraleve de minha alma ainda se atreve
Em um vôo de esperança e fé
Rogar aos céus marcas do passado
E nas asas da incerteza ele me diz não!

Só ela lá está imponente e linda
Acordando saudades, velando a paisagem,
Fonte da juventude, nascente perene,
Quadro vivo, cenário divino,
Cascata cantante, meu eterno hino.

Deixa-me subir na fita métrica de tua altura
E buscar nas lentes de meus olhos
Amores que me fizeram festas,
Braços que me ninaram,
Mãos que me afagaram.

Quero ver, ouvir e sentir
Braços dos abraços que me abraçaram,
Lábios das bocas que me beijaram,
Riso dos palhaços que me fizeram gragalhar.

Ipu, fonte de minha vida,
Ecos da minha saudade,
Onde paira o meu amor.

Itanira Soares

. Enviada por e-mail em 14/12/2010

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

A POLUIÇÃO DO IPUÇABA

A POLUIÇÃO DO IPUÇABA


Vem descendo lá da várzea do jiló

O amado e querido riacho Ipuçaba

Que está muito poluído, eu acho

Por uma causa que considero menor


É o descaso das “ilustres” autoridades

Que não tiveram a menor consciência?

Faço por esse motivo, essa minha advertência.

Esse riacho é a vítima dessas e outras maldades...


Lá desde o topo da serra começa a degradação

Sujeira de todos os tipos. Lixo, esgoto e o mato

Que depositaram em suas margens, isso é fato,

Compondo todo o quadro da tal poluição.


Da sujeira que é lançada em todo seu leito

Pode-se ter a ideia do imenso assoreamento.

Ah! Meu riachinho querido tenho um pressentimento

Se continuares desse jeito. Melhor atirar no meu peito.


Matar-me é a melhor decisão a tomar.

Como é que esse riacho maravilhoso

Que serve ao meu Ipú, tão gostoso, e

O seu povo, como vai com ele se banhar?


Advirto a essas “benditas” autoridades:

Se não resolverem este pequeno problema

Como ficarão nossos filhos? - Com o maior dilema!

De suceder aos senhores que fizeram essa maldade!


Paulo Ronalth

Enviado por e-mail - JP Mourão

Foto: http://opiniaoipugrande.blogspot.com/2010/08/ipu-170-anos-de-emancipacao.html

terça-feira, 26 de outubro de 2010

ESPELHO MÁGICO

Espelho,espelho meu
Tu refletes as minhas rugas
Meus encantos,meus desencantos
Já tenho cabelos brancos
Meus olhos míopes cansados
O meu peito amargurado...

Mas...se és espelho mágico
Penetras lá dentro de mim
Eu não quero ser assim
Triste desalentada
Não quero sofrer...magoada

Espelho,espelho meu
Quero refletir em ti
Uma mulher vaidosa,bonita
Até mesmo feliz
Tenho pressa...
Preciso de alegria
Por favor,faz isto espelho
Quando eu me olhar todo dia...


Cida Melo Lima

Enviado por e-mail:

Acácia Melo Lima Sousa

terça-feira, 5 de outubro de 2010

CANTIGAS DE UM SOLAR

"CANTIGAS DE UM SOLAR"


Sol e lar aqui é o "SOLAR DOS SOARES"
Luz orquestrada de puro ar
Oxigênio espiritual, meu respirar
Acordes de sol e lá cantado nos ares
Esta música não pode calar
Quero estes acordes acordar
Quero solfejos de vida neste solar.

Sol e ar, acordes, nota musicais
Sopros e cantos afinados em euforia
Cordas vibrantes despertam meus ais
Seriam pássaros, xexéus em assobios?
Seriam aves, galos a despertar?
Cantigas incompletas de um canto solar?

Paredes têm vozes, chão tem histórias
Gigante templo de memórias
Gaita, violino, bandolim,
Clarinete, acordeom, muitas canções
Uma seresta embalando corações
Um cavaquinho, uma flauta, um violão
Tocada cá dentro em oração.

Meu corpo viaja em meio a este acalanto
Geme, gemidos de saudade e dor
Uma mistura de afago e canto
Abraços abraçados de fé e amor.
Meu olhar perdido no infinito além
Sabe Deus, a procura de "QUEM"
Atravessa esferas celestiais
Apara notas musicais a saltitar
Dos portais angelicais lindos festivais
Cantam cantigas de um velho solar
Pinhos, cordas e arpejos
Solam no meu peito entre beijos
A doce magia que vem das Galáxias.



Itanira Soares

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